Telas biodegradáveis são foco de pesquisa de cientistas brasileiros
Uma equipe da Universidade Federal do ABC (UFABC), em parceria com
pesquisadores da Universidade do Missouri, nos Estados Unidos, estão
trabalhando para tornar as telas de dispositivos eletrônicos
biodegradáveis. A tecnologia pretende utilizar materiais orgânicos
emissores de luz, como proteínas e polímeros, para desenvolver um
componente que possa ser utilizado tanto em displays de computadores,
como em smartphones e tablets.
Com isso, as telas poderiam se decompor facilmente na natureza, evitando o acúmulo de resíduos e a contaminação do meio ambiente
O estudo conseguiu demonstrar que, ao combinar peptídeos (uma espécie de proteína) com polímeros emissores de luz (OLED), é possível criar uma tela que seja cerca de 85% biodegradável na natureza.
Além disso, ao misturar o componente, é necessário menos polímero, fazendo com que as telas tenham ainda mais eficiência quanto ao consumo de energia e ao brilho produzido.
Estudos nesse sentido são mais que bem-vindos, já que um número absurdo de componentes eletrônicos são produzidos a cada ano. Uma pesquisa feita nos Estados Unidos constatou que, em média, os usuários trocam de smartphone a cada 22 meses. Sendo assim, cerca de 150 milhões de aparelhos são descartados na natureza em pouco menos de dois anos.
No entanto, até efetivamente poder ser usada pelo público a pesquisa sobre a tela ainda precisa avançar. Nos testes realizados, apenas a luz azul necessária para se criar uma tela foi alcançada. Ainda é preciso constatar que a tecnologia teria a mesma eficiência nas luzes vermelha e verde – lembrando que as telas OLED utilizam a escala RGB.
Liderados pelo professor Suchismita Guha, do departamento de física da Universidade de Missouri, participam do estudo Wendel Alves e Thiago Cipriano, professores de química da UFABC e Eudes Fileti, professor de física da USP.
Via University of Missouri
Fonte: TechTudo
por
Gabriel Ribeiro
Para o TechTudo
Com isso, as telas poderiam se decompor facilmente na natureza, evitando o acúmulo de resíduos e a contaminação do meio ambiente
O estudo conseguiu demonstrar que, ao combinar peptídeos (uma espécie de proteína) com polímeros emissores de luz (OLED), é possível criar uma tela que seja cerca de 85% biodegradável na natureza.
Além disso, ao misturar o componente, é necessário menos polímero, fazendo com que as telas tenham ainda mais eficiência quanto ao consumo de energia e ao brilho produzido.
Estudos nesse sentido são mais que bem-vindos, já que um número absurdo de componentes eletrônicos são produzidos a cada ano. Uma pesquisa feita nos Estados Unidos constatou que, em média, os usuários trocam de smartphone a cada 22 meses. Sendo assim, cerca de 150 milhões de aparelhos são descartados na natureza em pouco menos de dois anos.
No entanto, até efetivamente poder ser usada pelo público a pesquisa sobre a tela ainda precisa avançar. Nos testes realizados, apenas a luz azul necessária para se criar uma tela foi alcançada. Ainda é preciso constatar que a tecnologia teria a mesma eficiência nas luzes vermelha e verde – lembrando que as telas OLED utilizam a escala RGB.
Liderados pelo professor Suchismita Guha, do departamento de física da Universidade de Missouri, participam do estudo Wendel Alves e Thiago Cipriano, professores de química da UFABC e Eudes Fileti, professor de física da USP.
Via University of Missouri
Fonte: TechTudo
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