6 lugares que parecem estar ganhando a guerra contra os carros
21 julho 2016
Em 2010, o número
de carros em circulação em todo o mundo ultrapassou a marca de 1 bilhão.
E a população automotiva só vem crescendo desde então.
Por isso, pode parecer absurdo falar no aumento de localidades em que esses veículos estão totalmente proibidos. Mas o fato é que de Pequim à Cidade do México, grandes metrópoles estão adotando várias políticas para tentar combater os males trazidos pelos automóveis - principalmente os congestionamentos e a poluição.
Entre as táticas estão proibir a circulação temporariamente, obrigar a conversão para o motor a gás natural ou aumentar os impostos sobre veículos zero quilômetro.
Mas uma coisa está clara: os carros são cada vez menos bem-vindos.
Confira seis lugares do mundo que parecem estar ganhando a guerra contra os motores.
Paris, França
Desde o dia 1º de julho, Paris não permite que carros registrados antes de 1997 entrem no centro da cidade entre as 8h e as 20h, com exceção de modelos clássicos e de colecionador.Até 2020, os veículos mais velhos serão completamente banidos, e apenas aqueles produzidos a partir de 2011 terão permissão para circular.
A antipatia da prefeita da capital francesa, Anne Hidalgo, por escapamentos poluentes virou uma marca registrada de sua gestão.
Em setembro passado, a cidade testou ficar um dia inteiro sem carros. Este ano, ela adotou o fechamento de grandes avenidas, como a Champs-Élysées, para a circulação de veículos todo primeiro domingo do mês.
Oslo, Noruega
O ativista JH Crawford, fundador do site CarFree.com, acredita que Oslo deve se tornar a primeira capital do mundo a banir seus carros e motos, servindo mais a pedestres e ciclistas. Mas o centro ainda terá a circulação de ônibus e bondes.
Grande Cidade de Tianfu, China
Apenas metade das ruas de Tianfu poderá ter trânsito de veículos motorizados, de acordo com os planos dos arquitetos americanos Adrian Smith e Gordon Gill, que a estão planejando.
A equipe espera que a cidade de 80 mil habitantes gere 60% menos gás carbônico que as comunidades com uma população semelhante.
Para chegar a Chengdu, os moradores terão opções de transporte público.
Mas até lá a cidade precisa ser construída: os planos de concluí-la em 2020 esbarraram em problemas de zoneamento.
Hydra, Grécia
Isso ainda é verdade. Hydra, no Mar Egeu, mantém um estilo de vida tranquilo muito graças à proibição de veículos motorizados, com exceção de pequenas caminhonetes de coleta de lixo.
As ruas cobertas de paralelepípedos servem para uma caminhada lenta e contemplativa. Os mais preguiçosos podem optar por montar em mulas.
O charme de Hydra não foi destruído por estacionamentos e postos de gasolina. E, para um paraíso isolado, a ilha tem estado cada vez mais agitada, sendo destino de celebridades.
Estado de Michigan, EUA
Trata-se da M-185, uma rodovia de quase 13 quilômetros de extensão na ilha de Mackinac, no Lago Huron.
Com uma população permanente de cerca de 500 pessoas (e muitos turistas no verão), a ilha deixou claro o que pensa sobre veículos motorizados em 1898, quando proibiu a circulação de "carruagens sem cavalos dentro do perímetro urbano".
Hoje em dia, no entanto, visitantes e locais podem circular a pé, de bicicleta ou de charrete.
Não muito longe de Detroit, a cidade de Ann Arbor abriga o campo de testes Mcity. Pertencente à Universidade de Michigan, trata-se de uma minicidade com prédios, avenidas e sinais de trânsito construída para o desenvolvimento de veículos autônomos.
Alguns especialistas acreditam que esse tipo de meio de transporte consiga acabar com o problema da superlotação de carros nas grandes metrópoles.
Nova York, EUA
Mas o surgimento da High Line, uma via pedestre construída sobre uma linha de trem abandonada, e que se estende por pouco mais de 2 quilômetros, foi aclamada mundialmente por incentivar os cidadãos a deixar de lado os táxis para caminhar.
Outras cidades, como Chicago, Sydney e Seul, agora implementaram planos para substituir antigas rodovias e ferrovias por parques elevados.
Fonte: BBC
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