Nova técnica permite que metais se “regenerem” como ossos humanos
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Nova técnica permite que metais se “regenerem” como ossos humanos
Pesquisadores
da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, desenvolveram uma nova técnica
que permite que metais porosos – como é o caso das espumas metálicas,
cuja estrutura interna lembra a dos ossos humanos – possam se
“regenerar” sem a necessidade do uso de soldas ou maçaricos. A novidade
pode representar um grande avanço para as engenharias, especialmente a
mecânica, e essa propriedade autorreparadora poderá ser de grande
utilidade no conserto das mais variadas peças e itens metálicos, como
braços robóticos, partes automotivas e componentes de bases e estações
espaciais, para mencionar alguns usos potenciais.
Contornando limitações Atualmente,
quando uma peça de metal se rompe, a opção disponível consiste em
aplicar calor sobre as regiões avariadas, normalmente através do uso de
soldas e maçaricos que expõem os componentes a temperaturas que podem
chegar até os 3 mil graus Célsius. O problema é que existem situações em
que essa prática não é recomendada, como, por exemplo, no caso das
espumas metálicas, uma classe de material leve e super-resistente que
combina as qualidades físicas, químicas e mecânicas dos metais com as
vantagens estruturais da espuma. Veja: (Fonte: Wikimedia Commons / Stehfun / Reprodução)Como
você deve ter observado, a estrutura interna dessas espumas é composta
por pequenas bolsas de ar e esse material, além de não ser inflamável e
ser resistente à altas temperaturas, é extremamente eficaz na absorção
de impactos e vibração, oferece proteção eletromagnética e é um ótimo
isolante acústico. Isso faz dele um queridinho da indústria
aeroespacial, naval, automobilística, ferroviária, médica, da construção
civil etc. No entanto, caso seja danificado e precise de reparos, o
derretimento causado pelo calor pode comprometer sua porosidade e
prejudicar a sua funcionalidade. Então, para contornar essa
dificuldade, os pesquisadores se inspiraram em materiais capazes de se
autorregenerar – como os produzidos a partir de plásticos e polímeros
flexíveis que, quando se rompem, liberam substâncias capazes de fluir
pela estrutura interna e “remendar” o objeto danificado, mesmo em
temperatura ambiente.
Metal ósseo O que o time desenvolveu
foi uma técnica que consiste em aplicar sobre a espuma metálica uma
camada de uma substância inerte e maleável chamada Parileno D – um
polímero flexível que, apesar de ser resistente, se rompe mais
facilmente do que o metal que se encontra debaixo. Mas o bacana é que os
pesquisadores usaram o Parileno como uma espécie de “sinalizador de
dano”, então, quando essa camada sofre algum estrago e a superfície
metálica fica exposta, é possível reparar apenas os locais da espuma que
apresentam avarias através da galvanização. (Fonte: Phys Org / Universidade da Pensilvânia / Reprodução)Esse,
aliás, é um processo eletroquímico no qual um metal pode ser revestido
com outro – como é o caso de quando uma bijuteria é banhada a ouro, por
exemplo. Para isso, o objeto que será coberto deve ser mergulhado em um
líquido eletrolítico em temperatura ambiente e é aplicada uma corrente
elétrica que permite que os íons do metal que será usado como
revestimento fluam com facilidade e se depositem sobre a peça, formando
uma “capa”. (Fonte: Phys Org / Universidade da Pensilvânia / Reprodução)Na
técnica desenvolvida pelos cientistas, a espuma é mergulhada no banho
para a galvanização, e os íons apenas se acumulam nas áreas em que o
Parileno não está mais presente – e que sinaliza que ocorreu algum dano
–, reformando a estrutura quebrada de forma análoga à que os ossos se
regeneram depois de sofrer fraturas. Os pesquisadores realizaram testes
com 3 tipos diferentes de dano (amostras com fissuras, partidas e que
foram completamente secionadas) em espuma de níquel e tiveram sucesso
com todos os “remendos”, mas pretendem expandir os experimentos e os
estudos para tornar o processo mais abrangente.
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