Murais eletrônicos: informação para todos
Danielle Kiffer| O mural eletrônico foi apresentado pela primeira vez no INT (Fotos: Divulgação) |
Financiado pela Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis) do MCTI e pela FAPERJ, o "mural eletrônico" já tem um protótipo pronto, apresentado em abril desse ano, durante o Terças Tecnológicas, ciclo de palestras promovido pelo INT. De acordo com o coordenador do projeto, Saul Mizrahi, tecnologista com doutorado em Engenharia de Produção pelo INT, o aparelho ainda está em fase de testes e alguns detalhes estão sendo melhorados, como a sua robustez, para que possa ser transportado sem danos. “O 'mural eletrônico' nasceu da necessidade de promover a inclusão nas escolas. Como os murais comuns representam uma forma ampla de comunicação em um ambiente escolar, uma criança com problemas de visão poderia ficar prejudicada. Então, como integrá-la aos temas e eventos que estão acontecendo em seu colégio?”, pergunta.
Com interface multimídia e interativa, todos têm a possibilidade de acessar o "mural eletrônico". Na tela, podem ser disponibilizados vídeos com libras, leitura sonora de textos, que também estarão acessíveis em uma plataforma de braile dinâmico, ao lado do teclado. Conforme o menu de informações é acessado, os textos vão aparecendo na plataforma, com pinos, formando uma linguagem tátil sobre a placa. O contexto inserido no mural eletrônico depende de onde ele estiver. Tanto a organização e seleção de conteúdo quanto o mecanismo do braile dinâmico são controlados por um sistema mecatrônico associado a um software, desenvolvido por Mizrahi e equipe, o Sigesc AVA – Ambiente Virtual de Aprendizagem Cooperativa.
“O software gerencia todas as mídias utilizadas pelo 'mural eletrônico'. Dependendo da necessidade de cada um, ele também pode ser utilizado em computadores e laptops, e pode ser baixado em nosso blog (http://escolainclusiva.int.gov.br) gratuitamente”, diz o tecnologista. De acordo com Mizrahi, em breve, uma vez feitos os ajustes, os murais eletrônicos serão testados em escolas de cinco redes municipais – Niterói, Maricá, São João de Meriti, Belford Roxo e Itaguaí. “Serão nossos primeiros testes e, posteriormente, também pretendemos que sejam usados como totens de informações em museus, teatros e universidades. Para isso, assim que o projeto estiver concluído, licenciaremos a tecnologia para a produção industrial, o que poderá reduzir o custo para a popularização do equipamento”, finaliza.
Fonte: FAPERJ
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