sexta-feira, 30 de julho de 2021

Dia da Sobrecarga da Terra chega mais cedo

Dia da Sobrecarga da Terra chega mais cedo


Em 2021, a humanidade excedeu sua cota anual de recursos regeneráveis em 29 de julho, três semanas antes do que em 2020. Seriam necessárias 1,7 Terras para satisfazer nossas necessidades de consumo.

Martin Kuebler
29.07.2021

Hoje, a humanidade consome 74% a mais do que o que os ecossistemas globais podem regenerar

Após um adiamento temporário devido à pandemia em 2020 – quando o Dia da Sobrecarga da Terra foi em 22 de agosto – em 2021 a data em que a humanidade esgotou todos os recursos biológicos que a Terra regenera ao longo de um ano acontece três semanas antes, neste 29 de julho. No Brasil, a cota foi esgotada dois dias antes, em 27 de julho.

"Apesar de nos restar quase meio ano, já esgotamos nossa cota de recursos biológicos para 2021", advertiu Susan Aitken, líder do Conselho Municipal de Glasgow, onde lideranças mundiais se reunirão em novembro para a cúpula climática COP26. "Se precisamos lembrar que estamos sob uma emergência climática e ecológica, o Dia da Sobrecarga da Terra é a ocasião para isso", lembrou.

Como grande parte do mundo estava vivendo sob lockdowns impostos devido ao coronavírus no ano passado, o Dia da Sobrecarga aconteceu quase um mês depois do recorde de 2018, quando foi em 25 de julho.

Mas mesmo que as emissões de carbono causadas por viagens aéreas e transporte rodoviário ainda estejam abaixo dos altos índices de 2019, a economia global em ascensão está empurrando as emissões e o consumo de volta para cima.

"Em vez de reconhecer isto como oportunidade para recomeçar, os governos estão ansiosos para voltar a fazer negócios como de costume. As emissões globais já estão voltando aos níveis pré-pandêmicos", alertou Stephanie Feldstein, diretora de população e sustentabilidade do Centro de Diversidade Biológica (CBD, do nome em inglês), um grupo ambiental baseado nos Estados Unidos.

Em um e-mail para a DW, ela apontou que, apesar da menor movimentação no ano passado, os gases de efeito estufa diminuíram 6,4% em 2020 – uma queda substancial, que representa cerca de duas vezes as emissões anuais do Japão, mas não o suficiente para mudar a situação.


"Perdemos oportunidades quando fundos de resgate foram dados a grandes poluidores climáticos, como a aviação e a indústria da carne, sem nenhuma exigência de recuperação verde", disse Feldstein. "E continuamos a perder oportunidades todos os dias em que as autoridades se recusam a reconhecer as crises climáticas e de extinção como emergências – assim como a pandemia."

Como é estipulada a data

O Dia da Sobrecarga da Terra existe desde 2006. A Global Footprint Network (GFN), organização de pesquisa que apresenta a data a cada ano junto com o grupo ambiental WWF, compara o cálculo a um extrato bancário que rastreia receitas em relação aos gastos. Ele considera milhares de dados da ONU sobre recursos como florestas biologicamente produtivas, pastagens, terras de cultivo, áreas de pesca e áreas urbanas. Esse cálculo é então medido em relação à demanda desses recursos naturais, entre eles alimentos de origem vegetal, madeira, gado, peixe e a capacidade das florestas de absorver emissões de dióxido de carbono.

Hoje, a humanidade consome 74% a mais do que o que os ecossistemas globais podem regenerar. Para continuar vivendo nos padrões atuais, precisaríamos dos recursos de cerca de 1,7 planetas. E isso não parece mudar tão cedo. De acordo com a Agência Internacional de Energia, as emissões de CO2 relacionadas à energia — particularmente combustíveis fósseis como o carvão — deverão crescer 4,8% este ano sobre os níveis de 2020.

Impulsionar a bioeconomia

Feldstein, no entanto, vê algumas razões para ser otimista. "Os sinais mais esperançosos estão vindo de comunidades ao redor do mundo que estão levando a crise climática a sério, repensando o consumo e o crescimento, e integrando a equidade e a proteção ambiental em suas políticas", salientou.

Entre elas estão comunidades que buscam explorar a bioeconomia, trocando uma economia baseada em combustíveis fósseis por uma "de base biológica ou de base renovável", ao mesmo tempo em que enfrenta os desafios da sociedade, conforme delineado em um relatório de dezembro de 2019 do Instituto Ambiental de Estocolmo (SEI).

Rocio Diaz-Chavez, vice-diretora do SEI África, em Nairóbi, no Quênia, e autora do relatório, disse que a mudança para uma bioeconomia pode ajudar a preservar os recursos naturais para as gerações futuras, enquanto trabalha para criar indústrias sustentáveis. Ela destacou grupos regionais, como a Comissão Econômica da ONU para a América Latina e o Caribe, ou BioInnovate Africa, no Quênia, organizações que estão trabalhando para promover a bioeconomia e o desenvolvimento sustentável em suas regiões.

Diaz-Chavez disse à DW que a pandemia poderia ser a oportunidade para estas regiões explorarem alternativas à economia tradicional que "contribuiriam para a criação de empregos e melhorariam a subsistência, ao produzir alternativas aos produtos de combustíveis fósseis".

Um exemplo: reduzir a dependência do Sul Global de pesticidas e fertilizantes derivados de combustíveis fósseis importados do exterior em favor de biofertilizantes produzidos localmente. "Isto teria uma série de contribuições para a saúde humana e para o meio ambiente", assinalou, acrescentando que esta mudança também poderia ajudar a desenvolver cadeias alternativas de fornecimento para outros produtos sustentáveis.

Ela enfatizou, no entanto, que o desenvolvimento da bioeconomia depende da existência da infraestrutura necessária ou da melhoria das cadeias de abastecimento para apoiar e comercializar tais produtos, especialmente na África subsaariana.

Em busca de soluções

A "ecologização" de nossas economias não é a única maneira de nos trazer de volta ao equilíbrio com a Terra. Em seu site, sob o lema #MoveTheDate (mude a data), a Global Footprint Network destaca outras formas de aproximar essa data de 31 de dezembro.

Reflorestar uma área do tamanho da Índia, por exemplo, adiaria a data em oito dias, de acordo com a GFN. Reformas de edifícios e indústrias com tecnologias para economizar energia, como atualizações de sistemas, controles de conservação de água, sensores que controlam a iluminação com precisão, a temperatura e a qualidade do ar, atrasariam a data em 21 dias.


Os alimentos são outra área importante — segundo a GFN, metade da biocapacidade da Terra é usada apenas para nos manter alimentados. Mas muito desse alimento é perdido devido a ineficiências durante o processo de produção, ou desperdício. Estima-se que 30% a 40% dos alimentos nos EUA acabem em aterros sanitários a cada ano.

Eliminando a perda e o desperdício de alimentos, reduzindo o consumo de carne e escolhendo alimentos cultivados com práticas agrícolas mais sustentáveis e menos dependentes de combustíveis fósseis, outro mês poderia ser adicionado à conta de biocapacidade da Terra. Mudar para dietas mais baseadas em vegetais, por exemplo, poderia ajudar a reduzir as emissões relacionadas aos alimentos em até 70% até 2050, de acordo com um recente relatório preliminar divulgado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas.

"Enquanto precisamos fazer a transição da agricultura industrial como um todo, não podemos resolver este problema simplesmente ajustando a forma como os alimentos são produzidos — devemos mudar o que é produzido", disse Feldstein, acrescentando que, enquanto os combustíveis fósseis são responsáveis por mais emissões em geral, a produção de carne e laticínios também é uma das principais causas da perda de habitats pelo mundo. "Os governos podem acelerar esta mudança, ao apoiar a agricultura e dietas baseadas em vegetais, e acabando com os subsídios para carne e laticínios".

Fonte: DW

Olimpíada de Tóquio 2021: como a ciência ajuda corredores a quebrar a barreira histórica dos 10 segundos

Olimpíada de Tóquio 2021: como a ciência ajuda corredores a quebrar a barreira histórica dos 10 segundos


Fernando Duarte - BBC World Service
29 julho 2021

CRÉDITO,GETTY IMAGES
A final dos 100m rasos masculinos em Londres 2012, em que sete dos oito finalistas correram abaixo de 10 segundos, foi um sinal do que está por vir

Houve um abalo sísmico no principal evento do atletismo mundial, mas provavelmente os espectadores do Estádio Olímpico de Londres nos Jogos de 2012 não perceberam.

Compreensivelmente, eles estavam distraídos pela visão de Usain Bolt voando através da linha de chegada nos 100m masculinos.

O astro jamaicano conquistou outra medalha de ouro naquela noite e estabeleceu o recorde olímpico de 9,63 segundos.

"Foi uma das melhores corridas de todos os tempos", explica Steve Haake, professor de Engenharia Esportiva na Sheffield Hallam University do Reino Unido.

Mas Haake não está apenas tecendo elogios a Bolt. Seu comentário é motivado pelo desempenho geral do pelotão: sete dos oito atletas que participaram daquela final cruzaram a linha em menos de 10 segundos — algo sem precedentes.

Quebrada pela primeira vez em 1968, a barreira dos 10 segundos continua sendo uma grande conquista para os velocistas: um emblema de honra que os distingue de seus colegas.

Mas o número de corredores "sub-10" cresceu nos últimos anos.

Dados da World Athletics (antiga Associação Internacional de Federações de Atletismo), órgão que rege o esporte, mostram que nas quatro décadas entre 1968 e 2008, apenas 67 atletas haviam quebrado a barreira. Outros 70 ingressariam no clube nos dez anos que se seguiram.

E nos últimos dois anos, até o início de julho de 2021, mais 17 homens tiveram seus primeiros tempos sub-10. A barreira equivalente das mulheres - 11 segundos - também está sendo quebrada com cada vez mais frequência.

O que está acontecendo?

Clube em expansão

Cientistas como Haake acreditam em uma combinação de fatores, que começam com o aumento da participação em eventos de pista em todo o mundo. Em seguida, vem o acesso a melhores métodos de treinamento.

"Mais atletas em todo o mundo agora se beneficiam do treinamento de elite e da ajuda da ciência e da tecnologia do esporte para melhorar suas chances de correr mais rápido", acrescenta Haake.

A evidência é que o clube dos sub-10 se expandiu além de potências usuais como Estados Unidos, Jamaica, Grã-Bretanha e Canadá — todos países que conquistaram pelo menos uma medalha de ouro olímpica nos 100m masculinos.

CRÉDITO,GETTY IMAGES
Nos 100m femininos, a barreira dos 11 segundos também foi quebrada com mais frequência

A Nigéria, por exemplo, compartilha com a Grã-Bretanha o terceiro maior número de atletas que quebraram a barreira dos 10 segundos, com 10, enquanto as adesões recentes ao clube incluem Japão, Turquia, China e África do Sul, países menos conhecidos pela excelência na corrida.

Resultados semelhantes também aconteceram nos 100m femininos. A barreira dos 11 segundos foi quebrada pela primeira vez em 1973 pela velocista da Alemanha Oriental Renate Stecher. Em 2011, outras 67 atletas também realizaram o feito. Dez anos depois, o total é de 115 e inclui também países com menos tradição no evento.

Sapatos, atletismo e ciência do esporte

A tecnologia realmente tem sido útil: os velocistas hoje em dia correm com sapatos mais leves — os modelos mais recentes podem pesar menos de 150 gramas.

Os calçados hoje em dia também são construídos com materiais radicalmente diferentes. Um exemplo é a colaboração entre a calçadista alemã Puma e a equipe de Fórmula 1 Mercedes, que resultou em um tênis de corrida com sola de fibra de carbono — o mesmo material usado no carro do piloto campeão mundial Lewis Hamilton.

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O tênis de corrida certamente percorreu um longo caminho...

As pistas de corrida também avançaram muito desde os dias em que os atletas de elite corriam em superfícies de saibro ou grama nas competições.

As pistas sintéticas fizeram sua estreia olímpica nos jogos de 1968 no México, oferecendo mais proteção às articulações dos atletas e prometendo um efeito trampolim que levaria a tempos mais rápidos.

Foi nesses mesmos jogos que o velocista americano Jim Hines se tornou o primeiro homem a correr 100 metros em menos de 10 segundos, ao finalizar sua performance em 9,95 segundos.

O anseio por pistas cada vez "mais rápidas" significa que até mesmo a forma dos grânulos de borracha vulcanizada usados para construir a superfície de corrida é agora levada em conta.

Nos Jogos de Pequim de 2008, a fabricante italiana de superfícies Mondo comemorou os cinco recordes mundiais na pista que forneceu para a competição de atletismo quase tanto quanto os corredores.

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... e também as pistas de corrida

A ciência também tem desempenhado um papel importante na nutrição e no treinamento. Os velocistas hoje em dia podem ser analisados minuciosamente e ajustes podem ser feitos na técnica e nos tempos de reação.

Pesquisas identificaram até quais músculos são mais importantes para o sucesso dos velocistas.

Em outubro passado, uma equipe de cientistas da Loughborough University, uma instituição de ponta em estudos científicos do esporte, descobriu que o glúteo máximo (um dos músculos que formam a região das nádegas) é a chave para os atletas atingirem as velocidades máximas na pista.

"Agora sabemos que existe uma distribuição muscular muito específica nos velocistas de elite", disse Sam Allen, especialista em biomecânica que participou da pesquisa.

"Portanto, em breve poderemos ver velocistas trabalhando especificamente nesse desenvolvimento."

A barreira também é psicológica?


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O velocista norte-americano Jim Hines correu a primeira corrida do mundo sub-10 100m em 1968

Em uma entrevista para o jornal japonês The Asahi Shimbun em 9 de julho, o velocista local Ryota Yamagata não hesitou em creditar sua corrida de 100m sub-10 conquistada um mês antes ao "trabalho de cientistas dos últimos 20 anos".

Nenhum velocista japonês havia quebrado a barreira dos 10 segundos até 2017. Desde então, Yamagata e três outros compatriotas o fizeram.

Parece também que a expansão em termos de número e diversidade do grupo dos sub-10 está tornando a barreira menos intimidante para os atletas.

Essa é a opinião do chinês Bingtian Su, que em 2015 se tornou o primeiro asiático a correr 100 metros abaixo de 10 segundos.

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O velocista chinês Bingtian Su acredita que a barreira dos 10 segundos é principalmente um desafio psicológico

"Acho que a barreira é mais uma coisa psicológica do que física", disse ele em 2019.

Domínio das medalhas

Obviamente, esses avanços não são uma garantia automática de sucesso em superar a barreira.

Até hoje, por exemplo, muitos países, incluindo a Índia, e até mesmo um continente inteiro (a América do Sul - incluindo o Brasil) ainda não produziram um sub-10 nos 100m masculinos ou uma velocista sub-11 na corrida feminina.

Na verdade, a expansão do "clube dos sub-10" não alterou o equilíbrio competitivo quando se trata de medalhas.

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O 100m continua sendo um duopólio EUA-Jamaica

Tanto nos eventos masculinos quanto nos femininos, os velocistas americanos e jamaicanos têm sistematicamente dominado o pódio nas Olimpíadas e nas corridas do Campeonato Mundial desde os anos 1980.

Na prova masculina, por exemplo, o último velocista masculino fora desses países a ganhar o ouro olímpico foi o canadense Donovan Bailey, nos Jogos de Atlanta de 1996.

No evento feminino, a vitória de Yuilya Nestsiarenka nos Jogos de Atenas 2004 foi uma surpresa até para a velocista da Bielorrússia, já que atletas dos Estados Unidos haviam vencido a corrida nas cinco Olimpíadas anteriores — os jamaicanos venceram as três edições seguintes.

É improvável que as coisas mudem nos Jogos de Tóquio, apesar de serem os primeiros após a aposentadoria de Bolt: os velocistas americanos têm 4 dos 5 tempos mais rápidos nos 100m masculinos em 2021, enquanto 3 jamaicanas e 1 americana estão entre as 5 mulheres mais rápidas do planeta este ano até o momento.

Fonte: EBC

quinta-feira, 29 de julho de 2021

Aquecimento global pode gerar aumento de mortes por estresse térmico

Aquecimento global pode gerar aumento de mortes por estresse térmico


Fabiana Sampaio - Repórter da Rádio Nacional - Rio de Janeiro
28/07/2021

Um estudo inédito conduzido por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz alerta sobre os riscos de aumento de mortes por doenças cardiovasculares e respiratórias devido ao estresse térmico, provocado por altas temperaturas.

O estresse térmico no corpo humano ocorre quando há um aumento de temperatura durante um tempo determinado, como durante ondas de calor. E de acordo com os pesquisadores da Fiocruz, para alguns grupos considerados mais vulneráveis como gestantes, idosos e pessoas com comorbidades, essa situação pode ser ainda mais prejudicial.

A avaliação desse risco foi elaborada a partir de dados do Datasus e de modelos climáticos.

O estudo buscou projetar o número de dias por ano associado a condições de estresse térmico, ou seja, quando o indicador WBGT, composto pelas variáveis temperatura, umidade do ar, velocidade do vento e radiação solar, supera 28°C.

O índice é usado para avaliar o risco de sobrecarga de temperatura em trabalhos em ambientes internos e externos. Os pesquisadores detectaram que, conforme aumenta o nível de aquecimento global, aumenta também o número de dias com o WBGT acima de 28 °C.

Os pesquisadores afirmam que as respostas dos serviços de saúde às ondas de calor, que tem em geral duração de três a cinco dias, precisam ser rápidas no sentido de identificar os sinais e sintomas causados pelo estresse térmico.

Os dados fazem parte de análises sobre saúde da 4ª Comunicação Nacional do Brasil à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima. A elaboração do documento é coordenada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações.
Edição: Sheily Noleto / Guilherme Strozi

Fonte: EBC

Governador assina lei que cria Universidade do Distrito Federal

Governador assina lei que cria Universidade do Distrito Federal


Previsão é de que aulas comecem já no ano que vem

Agência Brasil - Brasília
28/07/2021

© Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, sancionou hoje (28) o projeto de lei que cria a Universidade do Distrito Federal (UnDF), primeira centro universitário público da capital.

De acordo com Ibaneis, nos próximos quatro anos, serão investidos no empreendimento R$ 200 milhões e haverá concurso público para contratação de 3,5 mil profissionais. As instalações iniciais devem em um imóvel que será cedido ao governo no bairro do Lago Norte.

“A partir do ano que vem, começam as aulas dos cursos. Esperamos que a universidade cresça em todo o DF, ajudando principalmente as famílias mais carentes”, disse o governador.

Deverão ser ofertados cursos nas áreas de ciências da saúde, humanas e da natureza, educação e magistério, letras, artes, línguas estrangeiras, matemática, educação física, engenharia, arquitetura e urbanismo, entre outros.

Cerca de 40% das vagas devem ser destinadas a alunos que concluíram a educação básica integralmente na rede pública. A cota racial também será atendida. Também está previsto o acesso à instituição por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).
Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC

PROAES divulga o Resultado Final e Resultado dos Recursos dos Editais de Inclusão digital e Apoio às Atividades Acadêmicas e do Programa Bolsa Acolhimento para Estudantes Ingressantes Edital – 1.2021

PROAES divulga o Resultado Final e Resultado dos Recursos dos Editais de Inclusão digital e Apoio às Atividades Acadêmicas e do Programa Bolsa Acolhimento para Estudantes Ingressantes Edital – 1.2021


PROAES
28 JUL 2021

A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis divulga hoje o resultado final do processo seletivo dos Editais nº 06/2021, 07/2021 e 08/2021, referentes à Bolsa Acolhimento dos Estudantes Ingressantes 1.2021 e do Programa Integrado de Inclusão digital e Apoio às Atividades Acadêmicas (Apoio para Empréstimo Emergencial de Chromebook e Similares e Apoio Emergencial para Acesso à Internet).

Os alunos contemplados (selecionados dentro do número de vagas dos editais conforme listagens anexas) deverão atualizar seus dados bancários com uma conta corrente e pessoal no Sisbol e assinar o Termo de Compromisso no período de 29 de julho até o dia 03 de agosto de 2021.

Somente os alunos regularmente matriculados poderão assinar o Termo de Compromisso.

Para a Bolsa Acolhimento para Estudantes Ingressantes, os alunos contemplados que não estiverem inscritos em 4 (quatro) disciplinas deverão anexar na aba “meus documentos” do Sisbol uma declaração da coordenação de curso até o dia 02 de agosto de 2021.

Os alunos que não constam na listagem de CONTEMPLADOS estão com seus pedidos DEFERIDOS. Entretanto, foram contemplados apenas os alunos dentro número de vagas disponível nos Editais. A classificação foi feita com base na renda per capita apurada pela equipe técnica.

Os alunos contemplados com o empréstimo de chromebook receberão um e-mail da Divisão de Assuntos Estudantis para agendar a retirada.

Acesse os anexos deste informe para ver os resultados dos recursos, as listas de alunos contemplados, as listas de alunos indeferidos e as orientações gerais para a Bolsa Acolhimento para Estudantes Ingressantes.

Maiores informações:

Edital Bolsa Acolhimento dos Estudantes Ingressantes 01/2021:


Editais do Programa Integrado de Inclusão digital e Apoio a atividades acadêmicas (Apoio Emergencial para Acesso à Internet e Edital de Apoio para Empréstimo Emergencial de Chromebook e Similares)

Anexo:

Fonte: UFF

Submissão de relatório final e Inscrições do seminário - PIBIC 2020-2021

Submissão de relatório final e Inscrições do seminário - PIBIC 2020-2021


Coordpesquisa
29 JUL 2021

A Coordenação de Pesquisa informa que o sistema PIBIC já está aberto para receber o relatório final e as inscrições do seminário.

Prazo: De 29/07/21 - 29/08/21

Fonte: UFF

PDPA: UFF e Niterói planejam criação de moeda digital com foco em preservação do meio ambiente

PDPA: UFF e Niterói planejam criação de moeda digital com foco em preservação do meio ambiente


SCS
27 JUL 2021


Niterói poderá ser a primeira cidade do Brasil a criar uma moeda digital, chamada Nite, com uso da tecnologia blockchain, com foco na preservação do meio ambiente. O projeto faz parte do PDPA Programa , lançado pela Prefeitura Municipal em parceria com a Universidade Federal Fluminense e Fundação Euclides da Cunha. O projeto visa implementar na cidade o que na experiência internacional tem sido chamado de city coin, uma moeda de recompensa, a ser emitida em contraprestação a algum ato praticado pelo cidadão, compreendido como positivo para o Município e para a sociedade como um todo.

Neste mês, mais detalhes do projeto foram apresentados em um evento promovido pela Escola de Governo e Gestão de Niterói. O prefeito Axel Grael participou e afirmou estar empolgado com a criação de uma moeda digital na cidade.

“Eu fico bastante animado com esse projeto de uma moeda digital para Niterói, eu acho que é uma ideia inovadora, uma ideia que tem tudo para prosperar na nossa cidade, que é uma cidade muito conectada, muito aberta a essas inovações tecnológicas. Através dessa moeda digital, a Nite, nós temos tudo para fazer com que a cidade seja cada vez mais solidária, mais sustentável e, também, uma cidade em que as pessoas se dediquem a coisas que engrandecem cada vez mais a coletividade.” comemora o prefeito Axel Grael.

“Um elemento a destacar sobre o projeto da moeda digital, Nite, é sobre a transformação das ideias e questionamentos em soluções práticas para sociedade, que aliado a uma base de pesquisa fundamental constitui o processo longitudinal de gerar e aplicar conhecimento. Também quero reconhecer o papel do Município, na liderança do prefeito Axel Grael, que tem implementado de maneira concreta a articulação com a academia, inovação e ciência para a transformação da cidade. Niterói tem sido um exemplo para o País. Este será um projeto com foco no desenvolvimento econômico e do meio ambiente, mas junto a prefeitura estamos desenvolvendo vários outros como os voltados para o turismo e saúde." ressalta o reitor.

A coordenadora do projeto e Professora de Direito Financeiro da UFF explica que o projeto visa incentivar o aprofundamento de uma cultura de participação e pertencimento à cidade, isto é, incentiva ações individuais que geram benefícios coletivos como responder a uma pesquisa de opinião, usar bicicleta para se locomover, incentivar o plantio de árvores ou participar da votação de um projeto de lei. “A ideia é fomentar o cidadão ativo e criar um canal que facilite a comunicação entre o cidadão e a Prefeitura, propiciando a elaboração e execução de políticas públicas ainda mais eficientes”, completa a coordenadora.

A equipe iniciou o desenvolvimento do protótipo da moeda digital, em que foi produzido o documento de arquitetura do sistema, com a definição dos casos de uso da Nite e usuários.

O protótipo do aplicativo Nite está em fase avançada, já tendo sido criado e apresentado na reunião semanal o módulo a ser gerenciado pela Prefeitura, e os casos de uso referentes à implementação de uma pesquisa de opinião e de oferecimento de um curso, afirma a coordenadora, Andressa Torquato.

Estamos entregando um protótipo neste projeto, o projeto PDPA é um projeto de um ano apenas e neste um ano o objetivo principal foi ver a viabilidade, até jurídica, deste projeto de moeda digital de recompensa. O protótipo veio como uma prova de conceito, mostrando a possibilidade de implementação dessa moeda no contexto aqui da cidade de Niterói. O que estamos fazendo agora é um protótipo, inspirado na tecnologia blockchain, explica o responsável pelo projeto técnico, prof. Célio Vinicius Neves de Albuquerque, do Departamento de Ciência da Computação da UFF.

A equipe do projeto produziu mais de duzentas páginas de relatórios técnicos de pesquisa e revisão bibliográfica e em breve lançará um livro sobre o tema City Coins. Também foram realizados nove Webinários em parceria com a Escola de Governo e Gestão de Niterói - EGG, com convidados externos que abordaram temas diversos relacionados à iniciativa que estão disponíveis gratuitamente no canal do projeto. Para mais informações acesse: www.citycoinbrasil.com.br

Fonte: UFF