Tecnologia mais barata pode dar qualidade profissional para câmeras de celular
por
Filipe Garrett
Para o TechTudo
Cientistas
da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, trabalham em uma nova
tecnologia que pode trazer a qualidade das câmeras DSLR para os
celulares, segundo uma informação divulgada pelo jornal Science,
no último dia 3 de junho. Para atingir esse objetivo, eles criaram um
novo tipo de lente fotográfica que, em lugar de vidro, usa
microestruturas de quartzo para direcionar a luz para o sensor
fotográfico de forma mais eficiente e em dimensões muito mais compactas.
Vista como revolucionária na ótica, essa tecnologia pode fazer com que lentes em geral fiquem muito menores mais baratas e eficientes, já que os celulares com melhores câmeras, como Galaxy S7, iPhone 6S e o LG G5 SE, são também os mais caros do mercado.
Cada "pilar" é uma estrutura de dióxido de titânio e que refrate um comprimento de luz (cor) específico para o sensor da câmera (Foto: Divulgação/Harvard)
A nova lente foi chamada de metalens em alusão ao uso de óxido de titânio nas placas de quartzo que a compõem. Esse material conta com uma superfície desenhada para que a luz seja direcionada de forma mais eficiente ao sensor fotográfico. Como é possível ver na imagem, a lente é feita de padrões e espaços e é por essas aberturas que a luz passa.
O resultado é uma lente fotográfica de apenas 0,08 polegadas, completamente plana, mas que pode resolver detalhes menores que 400 nanômetros (1 nanômetro equivale a 1 metro dividido por 1 milhão): na prática, e de forma simples, a lente minúscula consegue identificar detalhes muito mais precisos, sem exigir conjuntos óticos em vidro caros, sensíveis e grandes.
A tecnologia metalens é diferente. Por dispensar o vidro e a precisão geométrica necessária para moldá-lo na forma e ângulo correto, o processo pode abrir espaço para fabricação de massa de lentes mais baratas nas mesmas indústrias que hoje fabricam microchips.
Apesar das perspectivas interessantes, a tecnologia ainda está em estágios iniciais. No momento, as lentes criadas pelos pesquisadores apenas refratam uma parte da luz visível: ou seja, uma foto gerada com uma dessas lentes vai gerar uma imagem estranha, em que faltarão cores e informação. Porém, para criar uma metalens que tenha a capacidade de refratar todo o espectro visível ainda serão necessários alguns anos.
Via Harvard, Peta Pixel, PopSci
Fonte: TechTudo
Comentários
Postar um comentário
Todas postagem é previamente analisada antes de ser publicada.