Caminhoneiros contra robôs, uma possível grande crise da inovação tecnológica
Com o investimento
do CEO da Amazon, Jeff Bezos, e de outros grandes empresários do setor
de tecnologia também nasceu o Convoy, que se posiciona como o Uber das
transportadoras e tenta eliminar os intermediários no complexo e
tradicional sistema de transporte de mercadorias.
Esses são apenas dois exemplos do que está por vir e que pode significar uma revolução em um dos setores mais importantes da economia americana, principalmente da classe média, cada vez mais assolada com o sistema.
A profissão de caminhoneiro, desempenhada por 3,5 milhões de americanos, é uma das principais do país, e dela dependem indiretamente outros setores como o de seguros, postos de gasolina e mecânica.
Na semana passada, Christopher Hart, presidente do Conselho de Segurança no Transporte (NTSB), declarou que a adoção de caminhões e ônibus com piloto automático é "uma realidade muito possível" e lembrou que a parceria entre autoridades, empresas tradicionais do setor e os novos agentes tecnológicos é fundamental.
Na opinião de Hart, a transição para a nova tecnologia de veículos será inspirada em outros modos de transporte, como a aviação, e apesar de advertir que "as coisas são mais complexas do que parecem" considerou que inevitavelmente no futuro não será preciso um humano atrás do volante.
Andy Stern, assessor do presidente Barack Obama em matéria de bem-estar social, fala sobre a revolução da robótica como algo até mais natural que a globalização.
"A externalização de trabalhos para outros países afetou regiões geográficas muito marcadas por uma especialização industrial como aço e carvão, mas no caso da automatização em transporte, medicina, contabilidade e finanças o impacto será global", explicou.
De acordo com Stern, "para as grandes empresas o custo trabalhista é equivalente ao custo em matérias-primas, e quase todas as novas invenções têm a capacidade de reduzir a necessidade de trabalhadores".
O conglomerado multinacional de mineração Rio Tinto testa desde 2015 o uso de caminhões conduzidos por empregados em um centro de controle a mais de mil quilômetros de distância em algumas de suas explorações com grande sucesso.
"A frota automatizada supera o rendimento da frota com motoristas em 12%, principalmente ao eliminar freadas, ausências e mudanças de turno", afirmou Andrew Harding, ex-CEO da empresa.
Para Andy Stern, que participou recentemente de uma reunião na Casa Branca para analisar as oportunidades e riscos da robotização de trabalhos, os governos "tradicionalmente esquecidos do planejamento a longo prazo" começam a ver a necessidade de implementar medidas para evitar a disparada da desigualdade e da instabilidade política com a chegada da inteligência artificial.
Stern argumentou que a imposição da renda básica universal (envio de um pagamento mensal a todos os cidadãos) é uma medida fundamental para evitar o impacto e a "ansiedade" provocada por esta revolução em andamento, que também permitiria às novas gerações experimentar e se desenvolver em um sistema no qual muitos trabalhos serão de responsabilidade exclusiva de robôs.
Esses são apenas dois exemplos do que está por vir e que pode significar uma revolução em um dos setores mais importantes da economia americana, principalmente da classe média, cada vez mais assolada com o sistema.
A profissão de caminhoneiro, desempenhada por 3,5 milhões de americanos, é uma das principais do país, e dela dependem indiretamente outros setores como o de seguros, postos de gasolina e mecânica.
Na semana passada, Christopher Hart, presidente do Conselho de Segurança no Transporte (NTSB), declarou que a adoção de caminhões e ônibus com piloto automático é "uma realidade muito possível" e lembrou que a parceria entre autoridades, empresas tradicionais do setor e os novos agentes tecnológicos é fundamental.
Na opinião de Hart, a transição para a nova tecnologia de veículos será inspirada em outros modos de transporte, como a aviação, e apesar de advertir que "as coisas são mais complexas do que parecem" considerou que inevitavelmente no futuro não será preciso um humano atrás do volante.
Andy Stern, assessor do presidente Barack Obama em matéria de bem-estar social, fala sobre a revolução da robótica como algo até mais natural que a globalização.
"A externalização de trabalhos para outros países afetou regiões geográficas muito marcadas por uma especialização industrial como aço e carvão, mas no caso da automatização em transporte, medicina, contabilidade e finanças o impacto será global", explicou.
De acordo com Stern, "para as grandes empresas o custo trabalhista é equivalente ao custo em matérias-primas, e quase todas as novas invenções têm a capacidade de reduzir a necessidade de trabalhadores".
O conglomerado multinacional de mineração Rio Tinto testa desde 2015 o uso de caminhões conduzidos por empregados em um centro de controle a mais de mil quilômetros de distância em algumas de suas explorações com grande sucesso.
"A frota automatizada supera o rendimento da frota com motoristas em 12%, principalmente ao eliminar freadas, ausências e mudanças de turno", afirmou Andrew Harding, ex-CEO da empresa.
Para Andy Stern, que participou recentemente de uma reunião na Casa Branca para analisar as oportunidades e riscos da robotização de trabalhos, os governos "tradicionalmente esquecidos do planejamento a longo prazo" começam a ver a necessidade de implementar medidas para evitar a disparada da desigualdade e da instabilidade política com a chegada da inteligência artificial.
Stern argumentou que a imposição da renda básica universal (envio de um pagamento mensal a todos os cidadãos) é uma medida fundamental para evitar o impacto e a "ansiedade" provocada por esta revolução em andamento, que também permitiria às novas gerações experimentar e se desenvolver em um sistema no qual muitos trabalhos serão de responsabilidade exclusiva de robôs.
Fonte: EFE
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