Google recebe autorização para testar
drones de entregas nos EUA
Por Redação | em 03.08.2016 às 11h11
O Google recebeu autorização da Casa Branca nos Estados Unidos para
realizar testes com drones de entregas em parceria com a Agência Federal
de Aviação (FAA).
Os testes serão realizados em um dos seis locais
designados pela FAA para que a empresa ganhe "experiência operacional
plena de seu serviço de entrega em um ambiente de teste seguro",
conforme comunicou o governo norte-americano nesta terça-feira (2).
A autorização para que a Alphabet possa desenvolver as tecnologias de
seu Project Wing faz parte de uma série de iniciativas anunciadas pelo
governo de Barack Obama, que tem como objetivo investir US$ 35 milhões
durante os próximos cinco anos para impulsionar o desenvolvimento dos
drones para uso comercial.
A equipe do Project Wing espera conseguir construir soluções para operar
drones que estejam além do campo de visão dos operadores, além de
desenvolver um sistema de controle de tráfego aéreo para aeronaves
não-tripuladas com tecnologias de comunicação e de informação já
existentes e que sejam de baixo custo.
Os testes ainda incluirão o
transporte de pacotes anexados na parte externa do drone, sendo avaliada
a autonomia e a capacidade de sustentação dos drones, que poderão voar
dentro de uma altitude de cerca de 120 metros.
A liberação para que a Alphabet possa testar o seu projeto é um
importante avanço para as empresas que desejam trabalhar com voos
comerciais de drones no futuro.
A FAA, porém, tem se mostrado cautelosa
com suas regulamentações que exigem, por exemplo, que qualquer aeronave
não-tripulada fique dentro do campo de visão do operador, o que
certamente não é muito bom para empresas que desejam utilizar essa
tecnologia para fazer entregas.
Na próxima década, a indústria de drones tem potencial de gerar mais de
US$ 82 bilhões para a economia dos Estados Unidos, além de criar até 100
mil postos de trabalho até 2025.
Com a iniciativa de apoio ao
desenvolvimento dos drones para uso comercial, o governo espera poder
competir no setor com outros países e desencorajar empresas
norte-americanas a realizem pesquisas e testes com drones no exterior,
como é o caso da Amazon.
Via Digital Trends
Fonte: Canaltech
Fonte: Canaltech
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