Comissão aprova itens contra hackers em sistemas eletrônicos de carros
Da Redação
13 de junho de 2017 - 17h27
Pelo texto, caberá ao Conselho Nacional de
Trânsito estabelecer quais testes serão usados para avaliar o grau de
vulnerabilidade dos sistemas
A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria,
Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados aprovou proposta que altera o
Código de Trânsito Brasileiro (CTB - Lei 9.503/97)
para obrigar fabricantes e importadores de veículos a criarem
mecanismos para proteger os sistemas eletrônicos dos veículos de
eventuais ataques de hackers.
Pelo texto, caberá ao Conselho Nacional de Trânsito
(Contran) estabelecer quais testes serão usados para avaliar o grau de
vulnerabilidade dos sistemas, bem como definir o cronograma de aplicação
das medidas de segurança a novos projetos de veículos. Foi aprovado o
Projeto de Lei 2958/15, do deputado Rômulo Gouveia (PSD-PB).
Segurança cibernética
Relator no colegiado, o deputado Goulart (PSD-SP) disse
que o projeto antecipa um tema que tende a ser central para a indústria
automobilística: a segurança cibernética de veículos.
Ele destacou que atualmente muitas funções dos veículos,
como direção, aceleração, frenagem, abertura e fechamento de portas, já
são controladas por softwares integrados e acessados por meio de
tecnologias sem fio tanto de dentro como de fora dos veículos. “Os
veículos conectados oferecem grande oportunidade para que tenhamos um
transporte mais eficiente e seguro futuramente, mas somente se puderem
ser protegidos contra hackers”, disse.
Detenção ou multa
O projeto prevê pena de detenção de seis meses a um ano ou
multa para quem “comprometer o funcionamento de sistemas de software
críticos ou sistemas eletrônicos veiculares, ou ainda expor ao perigo
motorista por meio de acesso não autorizado a controles eletrônicos ou
dados de condução”.
Além disso, define hacker como aquele que obtém acesso não
autorizado a controles eletrônicos ou dados de condução — qualquer
informação eletrônica recolhida sobre o veículo, incluindo localização,
velocidade, informações sobre proprietário, arrendatário, motorista ou
passageiro.
Antes de ir ao plenário, o projeto será também analisado
pelas comissões de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e
de Cidadania, inclusive quanto ao mérito. *Com informações da Agência
Câmara.
Fonte: IDGNow!
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