20 anos depois: como o open-source influenciou o mercado de tecnologia
PC World / EUA
05 de fevereiro de 2018 - 20h03
Softwares de código aberto estão presentes em
boa parte dos produtos tecnológicos das nas nossas vidas, mesmo que a
gente não saiba.
O software open-source (código aberto) está presente em
muitas coisas da sua vida, mesmo que você não perceba. Os fãs das placas
Raspberry Pi, por exemplo, se aproveitam do software open-source.
Servidores open-source Linux e BSD rodam nossos sites e redes
corporativas, assim como unidades de entretenimento de aviões e
quiosques de computadores.
E não para por aí. O software open-source está no núcleo
dos aparelhos Android. Até mesmo navegadores populares são open-source,
incluindo o Firefox, o Opera e o projeto Chromium, que serve como base
para o Chrome. Softwares de código aberto como Linux são tão importantes
para os desenvolvedores que a Microsoft até o integrou no Windows 10
com o Ubuntu Bash no Windows.
O termo que ajudou a definir todas essas tecnologias nasceu há 20 anos.
Já existia a noção de “software livre”, em que os usuários podiam ver o
código fonte de um programa, graças aos esforços de Richard Stallman e
da Free Software Foundation. Mas em 3 de fevereiro de 1998, os primeiros
membros da Open Source Initiative se reuniram para cunhar e adotar o
termo “open source”, e a Open Source Definition publicada alguns dias
depois ajudou a criar um movimento de massa em torno da noção de expor o
código fonte dos softwares.
O criador do Linux,
Linus Torvalds, abraçou o termo pouco depois – o trabalho da Linux
Foundation gira em torno do código open-source. Com o passar do tempo, o
código aberto se expandiu lentamente para também passar a incluir
hardware, além do software.
O software open-source é hoje um elemento fundacional do
mundo computadorizado graças aos esforços de inúmeras organizações,
desenvolvedores independentes e usuários comuns.
Por ocasião do aniversário de 20 anos do open-source,
confira abaixo alguns pontos importantes sobre as plataformas de código
aberto.
Sistemas operacionais open-source
Quando o assunto são PCs e software open-ource, um grande
projeto vem à cabeça: Linux – também conhecido como GNU/Linux. Também
existem outros exemplos como o BSD (incluindo FreeBSD e OpenBSD), mas o
Linux e as suas diversas distribuições se destacam.
Os sistemas Linux já foram considerados pouco amigáveis a
usuários novatos, mas esses dias ficaram para trás há muito tempo. Se
você sempre quis testar o Linux, mas nunca soube por onde começar,
confira o nosso especial sobre as melhores distribuições para usuários iniciantes.
A maioria começa com o Ubuntu (atualmente na versão
17.10), que conta com uma interface amigável. Mas também há a Debian, em
que o Ubuntu é baseado, e dezenas de outras opções.
E se você quiser testar algo mais recente, a System76, uma fabricante
de hardware com foco em Linux, apresentou recentemente uma distribuição
chamada Pop! OS.
Software open-source
O software open-source evoluiu ao ponto de que existe um
substituto viável para quase tudo que você usa, incluindo navegadores,
pacotes de produtividade, clientes de e-mail, players de mídia e muito
mais. Outro produto open-source intrigante é o Syncthing, um serviço de
sincronização na nuvem que você controla.
É possível até mesmo rodar software que não é open-source
dentro de aplicativos open-source. Por exemplo, é possível rodar o
Windows em uma máquina virtual no Linux – uma boa opção para quem
precisa utilizar determinados aplicativos Windows, mas não quer rodar o
sistema da Microsoft o tempo todo.
Rodar games em uma máquina virtual não é a melhor das
experiências, mas vale lembrar que cada vez mais e mais jogos estão
recebendo suporte para Linux – um movimento que deve muito ao Steam. No
entanto, vale notar para os mais puristas que nem o Steam nem esses
games com suporte para Linux são open-source – eles apenas rodam no
Linux.
Hardware open-source
Você também pode ter hardware dedicado às versões do
Linux, como o System76 Galago Pro ou o Purism Librem 15, mas esses
dispositivos não costumam ser open-source como os softwares que rodam
neles. Em alguns casos, você pode encontrar manuais técnicos disponíveis
para o público, mas os componentes que vão no aparelho – como CPU e GPU
– quase sempre são proprietários.
O mini PC Raspberry Pi, por exemplo, que custa 35 dólares,
usa um chip ARM como base. Mas a placa sempre foi uma aliada do
software open-source desde a sua chegada ao mercado.
Nos últimos 20 anos, as pessoas que produzem software
open-source ajudaram a criar um novo mundo arrojado e habilitaram
algumas das nossas infraestruturas on-line mais importantes. Por mais 20
anos!
Fonte: IDGNow!
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