Hawking completou método
para detectar universos paralelos antes de morrer
EFE Londres
19
mar 2018
EFE/Ramón
de la Rocha
O físico
britânico Stephen Hawking completou um procedimento matemático para identificar
a existência de universos paralelos apenas duas semanas antes de morrer, na
quarta-feira passada aos 76 anos, informaram nesta segunda-feira meios de
comunicação britânicos.
Hawking
assina junto com Thomas Hertog, do Instituto de Física Teórica de Louvain
(Bélgica), um estudo que ainda não foi publicado em nenhuma revista científica
após ser submetido a um processo de revisão, mas já pode ser consultado em um
arquivo on-line da Universidade de Cornell (Estados Unidos).
O
trabalho estabelece um método que pode levar a obter uma prova experimental de
que existe um "multiverso", uma das conclusões que se desprendem das
pesquisas de Hawking sobre o Big Bang nos anos 80.
Sua
teoria indica que o universo se expandiu a partir de um ponto minúsculo em um
processo conhecido como inflação, embora as equações matemáticas nas quais
sustenta essa explicação sugiram, além disso, que a explosão originária esteve
acompanhada de um número infinito de começos similares que deram lugar a outros
tantos universos.
No seu
trabalho póstumo, Hawking propõe que esse processo deixou um rastro na radiação
de fundo que inunda nosso universo e que essa evidência pode ser medida.
"Queríamos
transformar a ideia de um multiverso em uma estrutura científica que possa ser
submetida à toda prova", afirmou ao jornal "The Sunday Times"
Hertog, coautor do estudo, intitulado "A Smooth Exit from Eternal
Inflation" ("Uma saída suave da inflação eterna").
O
trabalho de Hawking e Hertog conclui ainda que o universo no qual nos
encontramos continuará se expandindo e terminará se dissolvendo na escuridão
quando todas as estrelas esgotarem suas fontes de energia.
"Uma
das consequências da inflação é que deve haver uma multidão de universos, mas
nunca fomos capazes de medir isto", afirmou o professor de Cosmologia na
Universidade de Durham, Carlos Frenk.
Hawking
morreu na semana passada em Cambridge (Inglaterra), após ter sofrido desde 1964
uma doença neurodegenerativa que lhe deixou imóvel e lhe obrigava a
comunicar-se através de um sintetizador de voz.
Além das
suas pesquisas sobre a expansão do universo e os buracos negros, o fisíco
britânico adquiriu fama pelos seus livros de divulgação científica, entre eles
""Uma Breve História do Tempo".
Fonte: EFE
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