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Cientistas cogitam mudar genética em espécies para combater mudança climática

Cientistas cogitam mudar genética em espécies para combater mudança climática

EFE Barcelona (Espanha)

Usar engenharia genética para modificar organismos e ajudá-los com isso a resistir ao impacto da mudança climática é a proposta de pesquisadores publicada nesta quarta-feira na revista "Royal Society Open Science".
O trabalho foi liderado pelo pesquisador Ricard Solé, que propõe utilizar a engenharia genética e a biologia sintética em espécies como possível atuação futura para modificar os ecossistemas em perigo pela mudança climática.
Segundo Solé, "os organismos sintéticos têm um grande potencial, poderiam deter mudanças catastróficas e restabelecer condições adequadas para manter ecossistemas diversos".
"Um primeiro passo nesta direção é o desenvolvimento de modelos matemáticos que nos permitam decidir as melhores estratégias de bioengenharia da biosfera", afirmou o responsável de um estudo realizado pelo Laboratório de Sistemas Complexos do Instituto de Biologia Evolutiva e o Centro de Pesquisa Matemática (CRM).
Os pesquisadores propõem modificar geneticamente uma espécie de microorganismo determinada, que já se encontra presente no contexto ecológico e, como haveria risco de se expandir e se transformar em invasora, propõem fazê-la dependente da interação com outros seres vivos.
Os autores estudaram a situação dos ecossistemas semidesérticos, onde o aumento de temperatura provocará uma transição brusca para o estado desértico e viram que um componente chave deste ecossistema é a camada chamada crosta do solo, onde vivem vários organismos, entre os quais se encontram as cianobacterias.
Assim, pensam na possibilidade de modificá-las geneticamente para que melhorem a retenção de água na crosta, o que permitiria expandir a coberta vegetal.
Os pesquisadores também exploraram uma estratégia para enfrentar o acúmulo de resíduos plásticos nos ecossistemas aquáticos e acreditam que um microorganismo modificado utilizaria os restos de plástico nos oceanos como substrato e os destruiria.
Segundo Solé, o sistema seria autolimitado, por isso que uma vez feita a função, o organismo já não poderia sobreviver.

Fonte: EFE

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