Representante da ONU pede
maior "vontade política" contra mudança climática
EFE Bangcoc
9 set
2018
EFE/Sarah
Yáñez-Richars
A
secretária executiva da ONU para o Mudança Climática, Patricia Espinosa,
reivindicou neste domingo uma maior "vontade política" para combater
este fenômeno meio ambiental ao término de uma reunião extraordinária em
Bangcoc para avançar na implementação do Acordo de Paris.
"Foram
realizados progressos na maioria dos temas, mas nenhum foi resolvido ainda
(...) Há uma necessidade de acelerar os trabalhos e intensificar a vontade
política" com vistas à Cúpula do Clima (COP 24) que acontecerá em Katowice
(Polônia) em dezembro, declarou a diplomata mexicana em entrevista coletiva.
Espinosa
ressaltou o "enorme sentido de urgência" no qual aconteceram os
diálogos na capital tailandesa, última reunião preparatória antes do COP 24, e
se mostrou esperançosa sobre os possíveis avanços em reuniões menores prévias à
reunião na Polônia.
Consultada
sobre a divisão dos países em dois blocos nos aspectos de financiamento, uma
das grandes brechas na reunião, a representante da ONU falou de "discussões
em nível político" para resolver o "complexo" assunto.
"É
preciso achar uma solução para a situação específica de vários países
participantes da conferência e como estes esforços e ações com relação ao
financiamento se transformam em uma referência sobre transparência".
Segundo
agrupamentos ecologistas, os Estados Unidos são culpados de
"estagnar" as negociações em financiamento ao tentar propor novos
modelos para fazer frente às obrigações pactuadas.
Conforme
o estipulado em 2015 na capital francesa, os países desenvolvidos têm que
fornecer US$ 100 bilhões a partir de 2020 destinados às nações mais
desfavorecidas para lutar contra a mudança climática e atenuar seus efeitos.
Estes
fundos têm como objetivo aliviar e diminuir os danos e consequências ocorridas
por desastres ambientais extremos e financiar a adaptação às mudanças
tecnológicas nos países em vias de desenvolvimento.
Durante
seis dias de intensas reuniões, mais de 1,4 mil delegados de 190 países
alcançaram em Bangcoc avanços para confeccionar um manual de normas e
diretrizes que inclua metas, calendários e políticas para que os países reduzam
suas emissões de gases contaminantes.
O Acordo
de Paris marca como objetivo que as temperaturas não superem neste século os 2°
ou preferivelmente 1,5° Celsius com relação aos níveis pré-industriais.
Fonte: EFE
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