América Latina avança firme
rumo a conversão digital, mas em ritmo moderado
EFE Miami
28 nov
2018
O
presidente da Mastercard para América Latina e Caribe, Carlo Enrico.
EFE/Giorgio Viera
A América
Latina e o Caribe evoluem rumo a uma transformação digital com um crescimento
constante no desenvolvimento de infraestruturas e ferramentas tecnológicas,
cujos progressos, no entanto, não refletem o potencial real da região, de
acordo com um estudo divulgado nesta terça-feira.
O
relatório sobre o Índice de Evolução Digital para América Latina e Caribe (DEI
LAC), elaborado pela The Fletcher School, da Universidade Tufts, em parceria
com a Mastercard, afirma que o crescimento é evidente e tem um ritmo moderado,
com o qual não materializa a digitalização em todos os níveis.
Segundo
números coletados no DEI LAC, o comércio eletrônico na região aumentou de um
mercado de 126 milhões de pessoas em 2016 para 156 milhões em 2019, o que em
termos monetários representa passar de US$ 40 bilhões para US$ 80 bilhões no
mesmo período.
Neste
desenvolvimento, além da inovação, outros fatores-chave para o avanço digital
são: os consumidores, este voltado à capacidade de fidelizar o cliente; os
provedores, para melhorar o acesso e o desenvolvimento às infraestruturas; e as
instituições necessárias para avanços em termos de confiança e eficiência.
"O
propósito desta pesquisa é proporcionar aos legisladores e às empresas um
panorama com dados valiosos que lhes permita aproveitar o enorme potencial
econômico através do avanço digital", comentou o decano de Negócios
Globais da Fletcher School, Bhaskar Chakravorti.
O
professor afirmou em entrevista coletiva que nos países onde predominam os
pagamentos em dinheiro, "as irregularidades ou a corrupção econômica"
são maiores que em nações com um desenvolvimento digital estabelecido, já que
este método "deixa rastros que o dinheiro físico não produz".
Chakravorti
reiterou que esta "inclusão financeira" ajudará a diminuir algumas
desigualdades econômicas entre países.
Em termos
absolutos de crescimento digital, destacaram-se Chile (58,7 pontos), Porto Rico
(54,7), Bahamas (53,3) e Uruguai (53). Já com base na evolução nos últimos
anos, a Bolívia (4,1%) lidera, seguida por Equador (3,7%), Uruguai (3,4%) e
México (3,3%).
Para a
elaboração do estudo DEI LAC foram usados 99 indicadores gerais que medem o
nível digital de um país, como, por exemplo, a quantidade de pessoas que
possuem um smartphone ou as regiões que dispõem de uma cobertura de pelo menos
3G.
As
pesquisas foram realizadas em um período de dez anos, entre 2008 e 2017, com
uma análise sobre 24 países da América Latina.
"Vivemos
em uma época de grandes desafios para a região em termos de transformação
digital. Na indústria, a Mastercard desempenha um papel importante para criar
um espaço de transações amigáveis para o consumidor, transparentes e
seguras", disse o presidente da companhia para América Latina e Caribe,
Carlo Enrico.
As nações
asiáticas dispõem de um programa para alcançar um mercado digital completo até
2025, enquanto na América Latina não existe nada similar, como explicou o
professor da Fletcher School.
Embora as
quatro maiores economias latinas (Brasil, México, Argentina e Colômbia) tenha
maior população urbana, os países asiáticos desenvolveram outros sistemas
alternativos que favorecem a assimilação do comércio eletrônico.
O estudo
sobre o Índice de Evolução Digital para América Latina e Caribe foi apresentado
no Fórum de Inovação que a Mastercard realiza em Miami, de 26 a 29 de novembro,
no qual líderes e players do sistema de pagamentos se reúnem para falar sobre
desenvolvimento digital, segurança no comércio eletrônico e inovação aplicada.
Fonte: EFE
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