Pesquisador do CNPq publica artigo na revista "Science Robotics"

Pesquisador do CNPq publica artigo na revista "Science Robotics"




Coordenação de Comunicação Social do CNPq

08 Abr 2019


 

Veículos autônomos vão transformar a mobilidade urbana em um futuro próximo. Eles serão treinados por milhares de horas antes de serem usados, podendo evitar quase 99% dos acidentes fatais que ocorrem hoje. Porém, a maioria das pesquisas científicas e da indústria ainda considera a cidade um "contexto" passivo para os veículos autônomos.

Esses argumentos são defendidos pelo pesquisador e professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Fábio Duarte, em artigo publicado em março, na revista Science Robotics. Segundo o pesquisador, "apesar de todas as comunicações em congressos, centenas de patentes e artigos científicos e milhões de dólares investidos na tecnologia para veículos autônomos, pouco se tem estudado sobre os aspectos sociais e urbanos dessa tecnologia, pois o foco costuma ser no veículo, como se o entorno da cidade fosse um ambiente passivo".

A pesquisa desenvolvida pelo professor, que também é cientista no Massachusetts Institute of Technology, mostra que a cidade é um conjunto social e tecnológico complexo, que também está passando por transformações (com sensores, tecnologias digitais, telecomunicações), e que os veículos autônomos fazem parte de uma transformação ainda mais radical, que mudará como vivemos na cidade quando entendida como um artefato sociotécnico.

Duarte argumenta que a própria cidade está se transformando em um ambiente tecnológico. "As cidades são artefatos sociotécnicos ativas, cada vez mais equipadas com sensores e atuadores, carregados pelas pessoas, incorporados em infra-estruturas urbanas, e logo integrados a materiais de construção e aos nossos corpos", disse o pesquisador, bolsista de Produtividade em Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Segundo ele, várias das maiores empresas do mundo vêm investindo em veículos autônomos, como por exemplo, a empresa de informação Google e entre outras de logísticas, transporte e automotivas. Duarte aponta, também, que o esperado é que os veículos autônomos mudem radicalmente, por exemplo, a forma de distribuir cargas e como nos movemos pela cidade. Ou seja, uma vez que a maior parte da população vivem cidades, o impacto dos veículos autônomos para a população será direto. "É esperado que os acidentes fatais nas cidades diminua, que tráfego nos centros diminua, mas, por outro lado, que viagens longas aumentem. A mobilidade urbana, um aspecto crítico das cidades, passará por importante transformação", explicou.

Acesse o artigo completo em inglês.

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