Marco das Telecomunicações levará um ano para ser implementado
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Marco das Telecomunicações levará um ano para ser implementado
As mudanças que o novo Marco das Telecomunicações,
expresso no projeto de lei complementar (PLC) 79, só devem ser
finalizadas no ano que vem, segundo o ministro de Ciência e Tecnologia,
Marcos Pontes. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) vai priorizar as regiões do país que ainda não têm serviços de banda larga (em especial, Norte e Nordeste). Depois
de assinado sem vetos pelo presidente Jair Bolsonaro, o PLC deve virar
um decreto, a ser promulgado ainda em outubro, com as áreas prioritárias
a serem atendidas pelas operadoras e as regras de como poderá ser feita
a migração das empresas do sistema de concessão para o regime de
autorizações. O
governo, através do novo Marco das Telecomunicações, está incentivando
as operadoras a investir mais em telefonia móvel e banda larga do que em
telefonia fixa. (Fonte: Agência Brasil/Reprodução)Auditoria da herança deixada pela Telebrás Com
o novo Marco das Telecomunicações, o presidente da Anatel, Leonardo de
Morais, quer que seja feita uma auditoria para calcular o valor dos
chamados bens reversíveis oriundos do Sistema Telebrás, privatizado em
1998: a estrutura montada pela estatal (como as redes de
transmissão) passou para uso das empresas que venceram as licitações. O
valor, a ser descontado da receita apresentada pelas operadoras
que pedirem a migração do regime de concessão para o de autorização
(afinal, não é patrimônio delas, mas da União), será obrigatoriamente
investido no setor de internet. Público e Privado São dois os modelos em que se enquadram as telecomunicações:
Na
concessão, que é determinada através de licitação pública, o
contrato não pode ser rompido por uma das partes (ou seja, mesmo com um
péssimo serviço, o governo não pode tirar o contrato da operadora)
Na
autorização, se a operadora não cumprir com o acordado, o contrato pode
ser rompido e a autorização, revogada a qualquer momento pelo poder
público.
Orelhões que quase nunca são usados não passarão mais por manutenção. (Fonte: G1/Vinicius Pacheco)Quando
a operadora migra de um modelo para outro, ela deixa de ser obrigada a
investir, por exemplo, na expansão das redes de telefonia fixa
(incluindo telefones públicos) ou na manutenção de equipamentos
deficitários (como orelhões quase nunca usados). Por outro lado,
são obrigadas a garantir a continuidade dos serviços que já prestam e
a atender bem áreas de baixa competitividade (por exemplo, regiões pouco
habitadas ou de baixa renda, fora dos grandes centros). Ao optarem pela
mudança, as operadoras não serão mais obrigadas a fazer investimentos
em telefonia fixa, mas precisarão alocar o dinheiro em projetos de banda
larga.
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